domingo, 8 de janeiro de 2017

Joyland

Joyland - Stephen King

Joyland

 



Sinopse


Carolina do Norte, 1973.

O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espirito de Linda precisa ser libertado - e para isso Devin conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave.

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vem à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer - e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Minha Opinião


A história, basicamente, gira em torno de Devin. Tanto de seu passado quanto seu presente. Contudo, ela não se resume somente a ele. Essa história é também sobre o parque Joyland.

Num primeiro contato conhecemos o protagonista, que está passando por uma fase muito conturbada, principalmente para nós homens. Ele está sofrendo pelo rompimento com sua primeira namorada, seu primeiro amor.

"Não sei se alguém chega a superar completamente o primeiro amor, e isso ainda me irrita", página 11.
Joyland é um parque de diversões localizado na Carolina do Norte. É um parque de temporada, apesar de estar montado o tempo todo. Todo o ano milhares de pessoas passam por lá. Mas, em 1973, Devin Jones chega ao parque, com um coração partido e um futuro incerto, é no parque que ele se encontra (ou não, só lendo pra saber hahaha).

Parque Joyland - Fonte: globedia
Vale destacar um personagem (?) bem interessante, Howie, o Cão Feliz.

"É Howie, o Cão Feliz, mascote de Joyland. Bradley Easterbrook construiu Joyland, e o Howie original era o cachorro dele. Já está morto faz tempo, mas você vai vê-lo bastante se trabalhar aqui no verão.", página 12.
O ponto forte do livro (acho que na maioria dos livros do King), é a proximidade dos personagens com o leitor comum. É muito fácil se identificar com os pensamentos, dramas e problemas deles. E isso torna a leitura muito mais simples e prazerosa.

"Quando se tem vinte e um anos, a vida é um mapa rodoviário. Só quando se chega aos vinte e cinco, mais ou menos, é que se começa a desconfiar que estávamos olhando para o mapa de cabeça para baixo, e apenas aos quarenta temos certeza absoluta disso. Quando se chega aos sessenta, vai por mim, já se está completamente perdido.", página 20.
Na história também temos um misterioso assassinato que, durante sua resolução, acaba mudando a trajetória de todos os personagens da trama. Com vários tons de mistério e misticismo, vemos o desenrolar da trama (mesmo que nós, leitores, estejamos às cegas rsrsrs) e ficamos aflitos com o que vai acontecer com nosso amado (é, amado é uma palavra muito forte, melhor "estimado"? haha) protagonista, Dev.

Joyland consegue te prender do início ao fim, mesmo que não tenha muita ação ou aventura em todo o percurso.

Contudo, não deixa de ser um livro pessimista, de certa forma, assim como a maioria dos livros do King. Isso sem falar nas crises existenciais do Dev. Afinal, quem nunca passou por isso, não é mesmo?

"Sim. Nós sabíamos. O último adeus sempre chegava, e, quando você via a escuridão se aproximando, se agarrava ao que era alegre e bom. Com todas as forças", página 237.
Joyland é um livro para ser lido com calma, tranquilo. Apesar de ser sobre um crime hediondo, ele consegue ser um bom retrato dos conflitos de um jovem rapaz. E é isso que faz dele um bom livro.

Sobre a Edição


Com tradução de Regiane Winarski, publicado pela Suma de Letras, essa edição veio com "orelhas", páginas amarelas e com capítulos curtos, a leitura flui bem fácil até.

A capa é linda (inclusive mais bonita do que a capa da edição limitada lançada a pouco tempo nos EUA).

É uma pena não ter vindo com um mapa do parque. Mas não da pra se ter tudo nessa vida, não é mesmo, Fiel Leitor? rsrsrsrs.

Curiosidade


Por se tratar de um livro ambientado num parque de diversões, temos muitos (mas muitos mesmo!) termos próprios do linguajar dos parques. E mesmo que alguns tenham sido inventados pelo próprio King, achei interessante conhecer mais sobre esse universo, mesmo que não seja muito próximo do dia-a-dia da grande maioria da população.



Espero que gostem tanto quanto eu gostei!

Boa Leitura!!!!  \o/

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